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Sagot :
A letra da música dos Titãs diz que "a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte". Se tomarmos comida por necessidades básicas como saúde; diversão por entretenimento que distrai e alivia, e arte por deleite estético e reflexivo, podemos dizer que os brasileiros sempre estiveram bem servidos em matéria de diversão até que, para surpresa geral, esta foi violentamente rechaçada por uma gente que se deu conta da falta de comida e esse despertar se deu sem grande influência da arte.
Brasileiro tem fama de povo festeiro. De certa forma, isso não é defeito. Não se abater em uma crise, saber recarregar energia para tempos de luta, pode ser visto como uma maneira sábia de se encarar a vida. Não se via muito, porém, os momentos de luta. E as festas se intensificaram, encareceram, tornaram-se irreconhecíveis. Festas de primeiro mundo. Os brasileiros viram-se privados de acesso, de direito a intervir na organização. Cabiam-lhes apenas as contas a pagar.
Os serviços públicos essenciais são precários e o governo sempre alegou falta de recursos. Ora, como pode isso ser verdade se as faturas dos estádios foram regiamente pagas? Como explicar que faltem médicos que queiram trabalhar nas áreas mais carentes, recebendo pouco dinheiro e nenhuma estrutura enquanto operários de reforma de estádio conseguem reajustes em poucos dias de paralisação? Não, nesses termos, nem a festa mais amada do país é capaz de entreter e alíviar. É interessante também ver tanta revolta de um povo pouco familiarizado com a arte. Falhamos na oferta de leitura, cinema, canais de debates para a sociedade. Os brasileiros resumiram essa carência no pedido por mais investimento em educação.
Brasileiros sabem festejar. O que está acontecendo durante o período de preparação da Copa do Mundo não se parece com as nossas festas. Os recursos disponibilizados nos parecem exagerados e deveriam ser investidos em saúde e educação, na comida e na arte.
Brasileiro tem fama de povo festeiro. De certa forma, isso não é defeito. Não se abater em uma crise, saber recarregar energia para tempos de luta, pode ser visto como uma maneira sábia de se encarar a vida. Não se via muito, porém, os momentos de luta. E as festas se intensificaram, encareceram, tornaram-se irreconhecíveis. Festas de primeiro mundo. Os brasileiros viram-se privados de acesso, de direito a intervir na organização. Cabiam-lhes apenas as contas a pagar.
Os serviços públicos essenciais são precários e o governo sempre alegou falta de recursos. Ora, como pode isso ser verdade se as faturas dos estádios foram regiamente pagas? Como explicar que faltem médicos que queiram trabalhar nas áreas mais carentes, recebendo pouco dinheiro e nenhuma estrutura enquanto operários de reforma de estádio conseguem reajustes em poucos dias de paralisação? Não, nesses termos, nem a festa mais amada do país é capaz de entreter e alíviar. É interessante também ver tanta revolta de um povo pouco familiarizado com a arte. Falhamos na oferta de leitura, cinema, canais de debates para a sociedade. Os brasileiros resumiram essa carência no pedido por mais investimento em educação.
Brasileiros sabem festejar. O que está acontecendo durante o período de preparação da Copa do Mundo não se parece com as nossas festas. Os recursos disponibilizados nos parecem exagerados e deveriam ser investidos em saúde e educação, na comida e na arte.
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