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Sagot :
Comentário:
“Sociologia da Globalização” é um artigo, e ao mesmo tempo um capítulo de uma obra mais vasta, “Teorias da Globalização”, que o autor, Octavio Ianni, se propõe a questionar as próprias ciências sociais. O autor faz uma análise epistemológica das ciências sociais, mais especialmente a Sociologia, diante do fenômeno da globalização.
Com a globalização, argumenta o autor, um novo mundo se põe à nossa frente, nunca antes vivido. É um termo e um fenômeno que provoca sentimentos fortes nas pessoas, pois invade fronteiras, modifica costumes, abre novos mercados assim como os fecha, dificulta o controle estatal, bem como reduz sua autonomia, modifica as relações de emprego, de produção, de distância, de tempo, modifica o fluxo de capitais, abre novas oportunidades de conhecimento, de emprego e de investimentos, modifica a relação centro-periferia, torna os conceitos aceitos e cristalizados obsoletos, enfim, modifica grandemente nossas vidas.
Esta nova configuração mundial quebra nosso paradigma de pensar e perceber o mundo. Com relação à globalização, as ciências sociais ainda discutem e refletem este novo fenômeno baseado em paradigmas existentes. Ianni é taxativo: com os paradigmas antigos não podemos pensar a globalização, pois ela é uma realidade totalmente nova!
O que o autor quer dizer é que a ciência deve progredir na mesma velocidade que o mundo avança. O mundo real, com a globalização, se recriou: uma sociedade global emergiu. Porém, as ciências sociais não sabem como lidar com essa nova realidade ou não evolui na mesma velocidade, não sendo capazes de dar respostas a esse novo fato, que é a globalização. Na realidade, falta criar e estabelecer um novo paradigma.
Justamente esse é um dos elementos que falta maior clareza e sustentação teórica por parte do autor: paradigma. Ianni não esclarece o que é um paradigma, como um paradigma surge ou por que vivemos sob paradigmas e ainda, por que a ciência vive de paradigmas, como eles se dão e acontecem. No artigo, paradigma é um fato dado e não há esclarecimento. Ora, se a globalização nos faz viver sob um novo paradigma, como afirma o autor, este conceito deve ser muito importante e mereceria ao menos uma definição mais explícita. Pelo que transparece no texto, paradigma é uma nova visão de mundo: é deixar de pensar e entender o mundo baseado em Estados-nação (sistema westfaliano) e enxergá-lo como uma realidade nova, onde não temos parâmetros para falar a esse respeito. Assim, grosseiramente, paradigma pode ser entendido como “parâmetro”, mas sendo, ao mesmo tempo, um conceito mais abrangente que isto.
A questão crucial, para o autor, é que não temos parâmetros para compreender e falar sobre essa “sociedade global” que surgiu com a globalização. A sociedade nacional, segundo Ianni, não pode ser referência para compreender a sociedade global, pois é uma realidade totalmente distinta.
O autor coloca o problema, mas não propõe solução. O fato positivo nessa discussão é que o caminho está aberto para as ciências sociais progredirem em busca de uma compreensão ampla e de elucidação dessa nova realidade que estamos vivendo, que é a sociedade global, surgida na esteira da globalização. Trata-se de um novo desafio, onde a volta de alguma teoria pretérita, como o positivismo, por exemplo, não será capaz de proporcionar uma aclaquestionar científico contemporâneo. Na verdade, o que se deduz desse tema é que é uma questão tão vasta e complexa, que as ciências sociais ainda não têm resposta à altura. A compreensão do mundo atual apresenta muitos desafios para as ciências sociais que devem ser analisados sob uma outra ótica, o que pode vir a constituir uma nova ciência: a Globologia, conforme já proposto por Bergesen e mencionado por Ianni em seu artigo.
No final de seu artigo, Ianni sugere o recurso às teorias marxistas e weberianas para compreender esta nova realidade. Isto nos parece contraditório ao que o próprio autor havia exposto e insistido anteriormente no artigo: não se pode compreender esta nova realidade – a sociedade global – com teorias existentes.
Em suma, fica patente após a leitura do artigo que as ciências sociais têm que se desenvolver de forma mais rápida para poder abarcar e explicar as novas realidades que estamos vivendo e que é coerente, segundo Bergesen, fazer apologia de uma nova ciência social, a Globologia.
“Sociologia da Globalização” é um artigo, e ao mesmo tempo um capítulo de uma obra mais vasta, “Teorias da Globalização”, que o autor, Octavio Ianni, se propõe a questionar as próprias ciências sociais. O autor faz uma análise epistemológica das ciências sociais, mais especialmente a Sociologia, diante do fenômeno da globalização.
Com a globalização, argumenta o autor, um novo mundo se põe à nossa frente, nunca antes vivido. É um termo e um fenômeno que provoca sentimentos fortes nas pessoas, pois invade fronteiras, modifica costumes, abre novos mercados assim como os fecha, dificulta o controle estatal, bem como reduz sua autonomia, modifica as relações de emprego, de produção, de distância, de tempo, modifica o fluxo de capitais, abre novas oportunidades de conhecimento, de emprego e de investimentos, modifica a relação centro-periferia, torna os conceitos aceitos e cristalizados obsoletos, enfim, modifica grandemente nossas vidas.
Esta nova configuração mundial quebra nosso paradigma de pensar e perceber o mundo. Com relação à globalização, as ciências sociais ainda discutem e refletem este novo fenômeno baseado em paradigmas existentes. Ianni é taxativo: com os paradigmas antigos não podemos pensar a globalização, pois ela é uma realidade totalmente nova!
O que o autor quer dizer é que a ciência deve progredir na mesma velocidade que o mundo avança. O mundo real, com a globalização, se recriou: uma sociedade global emergiu. Porém, as ciências sociais não sabem como lidar com essa nova realidade ou não evolui na mesma velocidade, não sendo capazes de dar respostas a esse novo fato, que é a globalização. Na realidade, falta criar e estabelecer um novo paradigma.
Justamente esse é um dos elementos que falta maior clareza e sustentação teórica por parte do autor: paradigma. Ianni não esclarece o que é um paradigma, como um paradigma surge ou por que vivemos sob paradigmas e ainda, por que a ciência vive de paradigmas, como eles se dão e acontecem. No artigo, paradigma é um fato dado e não há esclarecimento. Ora, se a globalização nos faz viver sob um novo paradigma, como afirma o autor, este conceito deve ser muito importante e mereceria ao menos uma definição mais explícita. Pelo que transparece no texto, paradigma é uma nova visão de mundo: é deixar de pensar e entender o mundo baseado em Estados-nação (sistema westfaliano) e enxergá-lo como uma realidade nova, onde não temos parâmetros para falar a esse respeito. Assim, grosseiramente, paradigma pode ser entendido como “parâmetro”, mas sendo, ao mesmo tempo, um conceito mais abrangente que isto.
A questão crucial, para o autor, é que não temos parâmetros para compreender e falar sobre essa “sociedade global” que surgiu com a globalização. A sociedade nacional, segundo Ianni, não pode ser referência para compreender a sociedade global, pois é uma realidade totalmente distinta.
O autor coloca o problema, mas não propõe solução. O fato positivo nessa discussão é que o caminho está aberto para as ciências sociais progredirem em busca de uma compreensão ampla e de elucidação dessa nova realidade que estamos vivendo, que é a sociedade global, surgida na esteira da globalização. Trata-se de um novo desafio, onde a volta de alguma teoria pretérita, como o positivismo, por exemplo, não será capaz de proporcionar uma aclaquestionar científico contemporâneo. Na verdade, o que se deduz desse tema é que é uma questão tão vasta e complexa, que as ciências sociais ainda não têm resposta à altura. A compreensão do mundo atual apresenta muitos desafios para as ciências sociais que devem ser analisados sob uma outra ótica, o que pode vir a constituir uma nova ciência: a Globologia, conforme já proposto por Bergesen e mencionado por Ianni em seu artigo.
No final de seu artigo, Ianni sugere o recurso às teorias marxistas e weberianas para compreender esta nova realidade. Isto nos parece contraditório ao que o próprio autor havia exposto e insistido anteriormente no artigo: não se pode compreender esta nova realidade – a sociedade global – com teorias existentes.
Em suma, fica patente após a leitura do artigo que as ciências sociais têm que se desenvolver de forma mais rápida para poder abarcar e explicar as novas realidades que estamos vivendo e que é coerente, segundo Bergesen, fazer apologia de uma nova ciência social, a Globologia.
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